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Proletarier aller Länder vereinigt Euch! (Karl Heinrich Marx)
Quinta-feira, Janeiro 19, 2006
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[15h30min] --Epa. Há "algo" errado por aqui. --Não existem erros, existem realidades não ocorridas. --Sentir falta é normal? --Não sei. Mas, se há saudades, há uma marca indelével. E sinto-me grato por isso. --Quando voltará a...? --Não volta. C'est fini. Letras em laranja-fosforescente, posts proxilos e pedantes, template que se mexe. Línguas exóticas na boca muda do computador. Poesias. Ahhhh, reconheçam que vocês gostavam disso tudo. Pra quem não pescou: encerro aqui o Sopa Cósmica, definitivamente. Lembro-me quando um dos meus blog favoritos fechou. Foi estranho. Inocência minha ou não, eu não entendia por que criar um blog, escrever de vez em quando, e depois fechá-lo sem mais nem menos. E quando ele fechou, recebia trocentas mil visitas por dia. Mês que vem, [o blog] ia fazer dois anos... Conheci muita gente pelo Sopa; alguns acabaram se tornando meus sinceros amigos, embora a maioria desses amigos eu conheça apenas pela Internet. Falei às pessoas como vejo o mundo, do que gosto, do que não gosto, uma pequena parte do que sei, uma ínfima parte do que não sei. Divaguei e escrevi sobre minhas divagações. Rolou até duas ou três receitas culinárias aqui... [Ah, uma curiosidade. Eu odeio sopa. É a única comida que eu não gosto de jeito nenhum.] Mas, afinal de contas, qual era o sentido do Sopa Cósmica? O nome inicial do blog era A Complexa e Exorbitante Sopa das Abobrinhas Cósmicas. Como o nome era gigante, logo virou Sopa Cósmica, que já era o endereço do blog. Eu tinha acabado de entrar na faculdade, gostava (ainda gosto!) de escrever poesias e críticas, estava sem fazer nada em casa, e... surgiu! Por que um blog? Eu via nele um modo de me expor, de falar o que realmente penso, teorias malucas, filosofia de banheiro, pirações. Eu era bastante expansivo, mas com um cerne de pensamentos e emoções bastante fechado, bastante meu. Nesse ponto, o Sopa foi uma casa dos espelhos. Eu queria assistir a mim mesmo de vários ângulos, e por eles, descobrir quem eu sou. Só que o tempo passou. E, hoje, não sinto a necessidade disso. E, usando a metáfora dos espelhos, eu descobri que era muito mais fácil descobrir quem eu não sou e por aí me guiar. O espelho pode te representar, mas ele não considera todas as infinitas possibilidades. E quanto ao nome, Cronos? Sempre gostei de mitologias, especialmente a grega; sõas as casas-de-espelhos da humanidade, como um todo. Cronos, deus do tempo, que destrona o pai e assume o poder como rei dos deuses, e depois é destronado pelo próprio filho. Bom, quanto ao porquê deste e não de outro deus grego, deixo com vocês para interpretarem. Agora, como todo bom pedante pseudointelectual que sou, eu preciso deixar uma mensagem útil e sincera a todos: lavem suas mãos antes de comer, e... ops, essa eu guardo pra quando tiver meus pimpolhos. Agora, é sério. E é pra cada um de vocês. Abuse do conhecimento. Leia, leia muito, leia de tudo. Não bitole em "só" alguma coisa; não conheço pássaro que voe com uma pena só. Dê-se ao luxo de gostar de coisas desconexas entre si, não há necessidade de coerência entre elas. Tenham hobbies que não se parecem em nada com seus trabalhos - por mais que goste de sua rotina e de seu emprego. é a função deles, por mais que você ame o seu chefe e sua rotina. Pergunte, questione, esteja sempre em dúvida, mas nunca se satisfaça com a dúvida (procure uma maior...). Dediquem-se a alguma ciência. Fucem nos mistérios do mundo, seja pela química, física, biologia, sociologia, filosofia, matemática, ou qualquer outra. Dediquem-se também a alguma arte, por pior que sejam seus talentos artísticos. Procurem saber no que vocês realmente acreditam, o que não acreditam, o que não sabem. Reconhecer que não sabe alguma coisa é o primeiro passo para entendê-la, já que não verificamos nossas certezas, e sim nossas dúvidas. Não tenham medo de duvidar. Se o céu é realmente azul, se o homem pisou na Lua, se as pessoas são realmente boas, se são realmente más. Pouco-a-pouco, dilacerem cada um dos seus dogmas, pois dogmas têm a mania de parecerem mais sólidos do que realmente são. Pensem por si mesmos, e reflitam sobre o que lhes contam. Não importa quem conte a nova: seja o vizinho, seus pais, seus filhos, a mídia. Aliás, por falar em mídia, assistam menos televisão. Ela não me fez diferença nenhuma. E ouçam mais música. Um abraço a todos. Assinado, Cronos [15h39min] Se eu não postar ao menos duas vezes seguidas, não sou eu... essa música é pra uma pessoa maravilhosa que conheci pelo blog ;-) The Scientist - Coldplay Come up to meet you, tell you I'm sorry You don't know how lovely you are I had to find you, tell you I need you And tell you I set you apart Tell me your secrets, and ask me your questions Oh let's go back to the start Running in circles, coming up tails Heads on a silence apart Nobody said it was easy It's such a shame for us to part Nobody said it was easy No one ever said it would be this hard Oh take me back to the start I was just guessing at numbers and figures Pulling the puzzles apart Questions of science, science and progress Do not speak as loud as my heart And tell me you love me, come back and haunt me Oh and I rush to the start Running in circles, chasing tails Coming back as we are Nobody said it was easy Oh it's such a shame for us to part Nobody said it was easy No one ever said it would be so hard I'm going back to the start Aah oooh ooh ooh ooh ooh (x4) O Cientista Vim lhe encontrar, dizer 'me desculpe' Você não sabe o quanto amável é Tinha que lhe encontrar, dizer que preciso de você Dizer o que lhe reservei Conte-me seus segredos, e indague suas dúvidas Oh, vamos voltar ao começo Correndo em círculos, surgindo rabos (surgindo fraquezas) Ficando de lado no silêncio. Ninguém disse que seria fácil É uma pena para nós nos separar Ninguém disse que seria fácil E ninguém disse que seria tão duro assim Oh, leve-me de volta ao começo Eu estive pensando em números e figuras, Pôr os quebra-cabeças de lado. Questões de ciência, ciência e progresso Não falam tão alto como meu coração Diga que me ama, volte e me assombre, Oh, e eu corro pro começo Correndo em círculos, caçando o próprio rabo Voltando a ser como somos Ninguém disse que seria fácil É uma pena para nós nos separar Ninguém disse que seria fácil E ninguém disse que seria tão duro assim Oh, estou voltando ao começo Aah oooh ooh ooh ooh ooh (x4) Escrito por Cronos /
Terça-feira, Janeiro 17, 2006
Bella Ciao
[16h42min] Acordei com essa música na cabeça. Depois posto a tradução. 1. Una mattina mi sono svegliato, O bella ciao, bella ciao, Bella ciao, ciao, ciao, Una mattina mi sono svegliato, E ho trovato l'invasor. 2. O partigiano portami via, O bella ciao, bella ciao, Bella ciao, ciao, ciao, O partigiano portami via, Che mi sento di morir. 3. E so io muoio da partigiano, O bella ciao, bella ciao, Bella ciao, ciao, ciao, E so io muoio da partigiano, Tu mi devi seppellir. 4. Mi seppellisci lassù in montagna O bella ciao, bella ciao, Bella ciao, ciao, ciao, Mi seppelisci lassù in montagna Sotto l'ombra di un bel fior. 5. Tutte le genti che passeranno O bella ciao, bella ciao, Bella ciao, ciao, ciao, Tutte le genti che passeranno Mi diranno «che bel fior!». 6. E questo è il fiore del partigiano O bella ciao, bella ciao, Bella ciao, ciao, ciao, E questo è il fiore del partigiano Morto per la Liberta. [16h44min] Não sei a autoria dela. Fala de um rapaz, que vai à guerra lutar e, sabendo que vai morrer, pede à namorada que enterrem-no à sombra de uma bela flor, para que todos que passem admirem 'oh, que bela flor!', e que ela diga 'é a flor do partigiano que morreu pela Liberdade.' Bom, é isso... passei pra dar oi. Oi. Escrito por Cronos /
Segunda-feira, Janeiro 16, 2006
[14h48min]
Em Curitiba, uns 30ºC, às quase três da tarde. Sabe por que isso é bom? Daqui a pouco, não vai ter grama pra cortar. Tá, eu sei que eu sou trágico e exagerado... mas não acho que seja culpa do efeito estufa, ainda. É que eu moro na cidade com o clima mais pirado do Brasil. "Imagine there's no heaven
It's easy if you try No hell below us Above us only sky" (John Lennon - Imagine) [15h07min] O calor tá me deixando podre. [16h07min] Caaaaaaara, eu tenho mais sorte que juízo, mesmo. Eu tava combinando dois compromissos pra hoje, depois das seis da tarde. Sorte que um deles foi adiado, caso contrário eu iria dar um belíssimo bolo em um deles. Um dos compromissos (o único que eu lembrava) era pessoal, o outro, político. Pena que o que sobrou foi o político. Mas não vai estragar meu dia por causa disso, muitíssimo pelo contrário. Tô animado. [16h10min] Pra não dizer que eu não postei nada reclamando da sociedade atual, ou algo assim, seja então idolatrada Tati Quebra-Barraco, com toda sua força poética! Com suas rimas maravilhosamente maravilhosas (a redundância é proposital), seu ritmo contagiante (é... coqueluche... cof, cof, cof. Gripe de verão passa rápido, ainda bem), e temáticas tão originais quanto aquele cara que sabia assoviar e chupar cana ao mesmo tempo. [16h17min] Ó, tchau procê, que meu tempo já se esgotou, e eu tenho que zapar rapidinho daqui. Escrito por Cronos /
Domingo, Janeiro 15, 2006
[22h25min]
Cara, aquele povo do DCE é muuuuuuuito desorganizado. Fiquei pra formatar o manualzinho dos calouro. Dá pra perceber nitidamente que os textos foram feitos por trocentas mãos diferentes (sem contar que o pessoal não sabe nem sequer redigir um texto sem erros de gramática). Escrito por Cronos /
Sexta-feira, Janeiro 13, 2006
[11h41min]
Imaginem... "Quem não tem colírio... usa óculos escuros
José Newton já dizia, 'O que subiu, tem que descer!'" (Raul Seixas - Como Vovó Já Me Dizia) [11h44min] Deixando a piração de lado, dia 10 a gente deu banho de lama nos calouros da facul. Foi divertido. De resto, minhas férias tão sendo meio moleza demais, tô mee sentindo entediado ultimamente. Uma ou outra reunião do DCE... não tô dando mais aulas de reforço, já que as finais já foram... meu cachorro tá com conjuntivite... tô indo dormir tarde e acordando mais tarde ainda... Bléh... todos me falam que eu corro demais, mas acho que não consigo conviver com a preguiça e ser feliz ao mesmo tempo. Os Mortos, Parte 1
[13h04min] Olha para o chão em busca do chinelo; São cinco para as sete na tarde tardia, De um falso feriado, Esse cúmplice lisérgico do vagabundo cotidiano. O crepúsculo digere, pouco-a-pouco, Todas as obras-de-arte criadas pelo travesseiro. Deixa para trás apenas a cara amassada, A blusa rota, A entorpecência, O sermão fora de missa, O rádio ligado, O computador, Qualquer sangue a sessenta Hertz para a veia. Pois ele ainda se sente. Seu cachorro velho, Tão velho que nasceu velho, Se lambe e se coça em apoio moral à sua decadência. Lá fora nubla, se chove não sabe, não sai ver; A cidade está oca e a barriga vazia E não há o que fazer para o jantar. A preguiça lhe celebra um sanduíche. O mínimo nutritivo, Substituto do sabor inexistente. Acompanha um café frio na tarde gelada, Displicente sobre os papéis em que trabalha. Daqui a pouco a noite é de verdade, E ele sabe que a cafeína e a insônia são irmãs. Não importa. Dormiu o dia inteiro, A semana inteira, A vida inteira. E agora perambula, Zumbi burro que só assombra a si mesmo. (Cronos - 12.dez.05) [13h12min] Normalmente, eu tentaria metrificar e rimar o poema, mas esse aí não quer. Deixa como está. Modernismo pra mim é só na poesia dos outros. Aí, fica interessante. Mas, nas minhas... versos brancos nunca falam minhas verdades. Já vadiei demais por essas férias, melhor eu me mexer. A começar, tirando a bunda da frente do computador e fazendo meu almoço. Ciao. Escrito por Cronos /
Segunda-feira, Janeiro 02, 2006
[12h15min]
Lenta e calmamente, a janela, a música e o cheiro de nuvem se amalgamam na mesma essência. "Vamos descobrir o mundo juntos baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração" (Legião Urbana - 1º de Julho) Escrito por Cronos /
Sexta-feira, Dezembro 23, 2005
Natal? Ano Novo?
[19h18min] Recuso-me a falar das festas de fim de ano. Encheu o saco. Por que os desejos de paz, felicidade e mudanças tem que ficar tão restritos a datas e promessas? [19h21min] Eu tô com uma vontade bastarda de viajar nessas férias. Vale até piquenique. [19h24min]
Ah, vamos falar de alguma coisa. Shakespeare? Recomendo. Se você souber inglês, pegue a versão original, por motivos óbvios. Se não souber, procure um bom tradutor. Ouso recomendar Carlos Alberto Nunes para Romeu e Julieta; ele traduziu outras, porém, não li ainda. Machbet tem uma do Machado de Assis; se nosso querido mulato Joaquim fez a tradução com o mesmo esmero de O Corvo (Allan Poe), preparem-se para uma leitura rica e desenvolvida. Mas, que fique claro: Shakespeare é clássico porque é bom, e não o inverso. Sou contra a literatura pseudo-elitizada, que repudia o pop por ser pop. [Isso não quer dizer que você tem que gostar daquele best-seller que a besta do teu vizinho lê e você achou um nojo.] [22h32min] Receita de omelete. Ingredientes:
Como fazer: Dissolva o amido no leite. Regra do todinho: primeiro, o leite. Quebre os ovos numa vasilha. Preciso ensinar a quebrar ovo? Não, né? Exceto a calabresa, solte sua fúria nos ingredientes restantes. Pique tudo beeeeem miudinho e junte ao ovo. Junte o leite com amido e misture pra valer. Fatie a calabresa. Bem fina. Frite em uma frigideira em que caiba a mistureba toda. Deixe o fogo o mais baixo que teu fogão deixar. Jogue a mistura em cima da lingüiça. O omelete vai começar a dourar por baixo. De vez em quando, levante a parte de baixo, pro líquido de cima escorrer e dourar também. Isso não é ovo mexido, é omelete; pare de levantar o omelete quando começar a ficar firme. Agora vem a parte foda: vire-o. Se você teve pressa, e usou fogo alto, o omelete desmonta e fica uma merda. Coloque um prato grande emborcado na frigideira, vire a frigideira Rendimento: jantar a dois, e sobra um teco pra comer de manhã. Tempo de preparo: uns 50 minutinhos. Pessoas e pessôos, há tempos que eu não fazia um jantar assim gostoso. "Meu amor vi chegando um trem de candango
Formando um bando mas que era um bando de orangotango pra te pegar" (...) (Chico Buarque, Não Sonho Mais) [22h44min] Ô seus tralhas, boa noite que eu tô caindo fora! Escrito por Cronos /
Segunda-feira, Dezembro 19, 2005
[01h05min]
Apenas voltando. Siga aqueles passos, as pegadas que deixei.
[01h38min] E aí, pessoas? Tudo certim? Bom, agora, é contar sobre o sumiço, certo? Eu sumi da Internet, oras. E, quando voltei, o Weblogger tinha dado pau - imagino eu que ninguém que tem blog lá esteja conseguindo acessar ainda. Tá certo que o Blogger é ruim, mas o Weblogger consegue ser pior. Então, fucei de servidor em servidor pra achar um que preste, e de preferência, que não desse pau. Achei uns trocentos mil servidores, em português, em inglês, e até um tal de U-blog, em francês. Metade pago - nem a pau. Dos restantes, só uns três deixavam refazer o template da cabeça aos pés (mas que caralho! Eu odeio template-marmita!). Inclusive o francês, eu tava me empolgando com ele, mas pra um único blog eram preciso quatro códigos-fonte, e as tags de blog eram bem chatinhas. Puta que o pariu. Lembrei que tinham me recomendado o Blogspot, fui conferir, legalzinho, blablablá, fiz cadastro. Quando fui criar o blog, descobri que existe outro Sopa Cósmica rodando por aí. Desde uma vez que me chamaram o hífen normal (-) de underline (_), eu... evito de usar essas cacas em endereços da Internet. Resultado: rodei, rodei, rodei, e voltei pra cá. Mas perdi a maioria dos arquivos do blog. (Tudo bem, não era nada que prestasse muito.) Faz diferença? Na verdade, nenhuma. Eu só quero escrever. "Eu fui matando os meus heróis aos poucos
Como se já não tivesse Nenhuma lição pra aprender" (...) (Pitty, Memórias) [01h38min] Unh, Larinha, me desculpe. Tive que apagar o post de teste, onde você comentou. Foi mal. [02h40min] Tô sem sono e não preciso acordar muuuuito cedo amanhã, então vou aproveitar e contar uns causos que me aconteceram. (post grande) Ficaram sabendo da ocupação da Reitoria da UFPR? (pra quem não soube: veja isto, isto, isto; pra não dizerem que sou parcial, leia isto também). Pois bem, eu estive lá durante o processo inteiro, e digo uma coisa: os estudantes que estiveram lá deveriam ter vergonha. Vergonha por saberem que são os únicos a questionar uma eleição fraudulenta e obscura, de um candidato a reitor que muito possivelmente usou da máquina da Federal para fazer campanha. Vergonha de ver esse cara chamando a essa "meia dúzia" (que chegaram a 120) de baderneiros, e se fingir de inocente. Vergonha por ele achar que estudante é burro, e blefar descaradamente. Vergonha da UPE (União Paranaense dos Estudantes) fechando os olhos pra tudo isso. Vergonha por saber que o muito que conseguimos foi quase nada, perto do que está por vir de pepino. Resumindo os fatos, houve eleição pra reitor na facul. O candidato que ganhou a eleição foi o atual reitor. Entretanto, foram apresentadas denúncias na candidatura deste... indivíduo. Qual a coisa sensata a se fazer? Apurar as denúncias por uma sindicância. Era isso que estávamos reivindicando. Só que a Reitoria não quis. Se não fosse feito barulho: caso encerrado, o velho reitor novo de novo (e foda-se a universidade). Não tô falando de alegre do caso. As provas passaram pelas minhas mãos, eu vi tudo, tintim por tintim. Mala-direta de campanha pra cotista e pra estudantes do PROVAR pedindo votos. Detalhe: isso são informações confidenciais da universidade. E as cartas eram um tanto agressivas, só faltava falar "fui eu quem pus você aqui, posso tirar". Carro da facul sendo usado pra voto de cabresto. Dinheiro público na campanha. Tudo na maior das legalidades, né? Bagunceiros? Vândalos? Bagunceiros talvez, vândalos não. Não "destruímos o patrimônio da universidade" como foi falado; os prejuízos materiais foram três vidros, um dos quais (leia bem) foi quebrado por um dos seguranças quando foi bater na cabeça de um estudante com o cacetete. E a história das bolsas de estágio atrasarem porque ocupamos o prédio, hein? Se for assim, teve ocupação todo mês, porque a minha bolsa sempre atrasou. Mentiroso do caralho. Eram dois os grupos da ocupação: os que conseguiram invadir o prédio e os que ficaram pro lado de fora. Eu era do segundo. Mas as decisões eram tomadas em conjunto, e um grupo apoiava o outro - eles tinham acesso à Internet e a gente arrumava comida, por exemplo. Bom, tivemos que dormir na frente do prédio, mas tinha cobertores e colchões, então não era grande coisa (eu já dormi em situações piores). Mais aquele bando de seguranças particulares ("guardinhas") pra lá e pra cá. No final das contas, tava "boa vizinhança" com os guardinhas, tinha até rodinha de chimarrão com eles. Eles só seguiam ordens. Exceto o primeiro dia, a ocupação foi tranqüila e resultou que o caso foi visto como ato político, o que quer dizer que vai ser julgado pela justiça federal. Resta aguardar. [02h51min] No final das contas: democracia se constrói com opiniões formadas por sensatez ou por marketing? [03h00min] Ah, outra coisa. Nesse tempo que estive "fora", minha cadela deu cria a cinco "pantufinhas" pretas e peludas. O mais engraçado é que ela é branca e o pai dos pimpolhos, vermelho. Nada contra A Dama e o Vagabundo, mas o cachorro (a gente apelidou ele de Ruivão) é um vira-lata que conseguiu entrar aqui em casa por uma fresta do portão. E chega, vou dormir, boa madrugada pro povão, fui. Escrito por Cronos /
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Sopa Cósmica???
Sopa Cósmica: termo físico para definir o caldo primordial que surge do Big Bang e origina o Universo. Caótico, em vias de evolução; mistura de ingredientes paradoxais, materiais, metaexistentes, intelectuais, criativos, inexistentes. O Sopa Cósmica, essa coisa que você tá lendo nesse momento, é um blog (oh, não me diga...). Quem escreve nessa birosca aqui é o Cronos, um cara bacana, simpático, bonito, legal, esperto, culto, inteligente, interessante, divertido, amável, e muuuuuuuuito modesto. O Cronos se acha um filófoso (ou seja, ele é um desocupado), e por isso ele montou o Sopa, um blog filosófico (quase). O que ele escreve aqui? O que ele tá a fim de escrever. E o que ele gosta de escrever? De tudo um pouco! Besteira, filosofia de banheiro, lingüística, atualidades, comédias reais da vida dele...
Tá bom, e quem é Cronos?
(Boa pergunta, se duvidar nem ele mesmo sabe...)
Nome: ???
E eu com isso?
(Cronos, por ele mesmo. Escrevi em terceira pessoa porque falar "eu sou" e depois encher de elogios não ia ficar muito legal.)
Afinal de contas, o Cronos é "o" cara. Vamos ser sinceros. Quando você convive com ele, percebe que é essencialmente um intelectual: lê pra caralho, escreve poesias, joga xadrez, desenha mangás e caricaturas, toca violão, anda bastante, fala mais ainda. Tem sempre um assunto novo a conversar. Gosta de tudo quanto é tipo de música; vale até um pagodinho de vez em quando, mas axé e funk é forçar a boa vontade de qualquer um. Já estudou astrologia e sabe jogar tarô, mas até hoje não sabe se essas porcarias funcionam ou não. Tem um estranho magnetismo com senhoras que tenham filhas mais ou menos da idade dele, porque todas acham que ele tem cara de genro perfeito. E até que é popular com as filhas dessas senhoras, mas os marmanjos em geral acham ele estranho. Melhor assim... não tá aqui pra agradar cueca! Adora: seus amigos, a mãe e a irmã, os dois cachorros, idiomas, Química, economia política, dialética, chimarrão, chocolate, feijão com pimenta, conhecer gente nova, farra com o povo de sempre, seus livros e CDs. Não suporta... imperialismo sócio-cultural, pombos, tabaco, fila de banco, pinchers, pinchers de qualquer tipo, pinchers de qualquer tamanho, mordida de pincher no tênis, e qualquer coisa que remeta pincher. Só pra avisar, ele não considera a Poly como pincher não, viu, Carlinha??? E ele nunca matou ninguém. Mas não faltou vontade.
Cadê o povo?
Toca aí, DJ!
(É só pousar o mouse e ler a legenda, ok?)
Panela véia
Diarréia mental? Leia!
(Lista resumida de autores recomendados. Pouse o mouse sobre para saber as obras.
Aldous Huxley , Augusto dos Anjos , Baudelaire , Cecíclia Meireles , Clarice Lispector , Dostoiévski , Fernando Sabino , Freud , Frijot Capra , George Orwell , Joanne K. Rowling , João Ubaldo Ribeiro , Jostein Garder , Ken Kessey , Luiz Carlos T. de Freitas , Machado de Assis , Manuel Antônio de Almeida , Marx , Paulo Coelho , Richard Bach , Stephen Hawking , Sun Tsu , Tolkien ... só pra citar alguns!
Servez-vous de souvenirs
E-mail - sopacosmica@yahoo.com.br... nem que seja só pra me mandar um oi!
Blog desde: 21/fev/2004 (o arquivo só começa em dez/2005 por causa de mudança de servidor) |
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